Certas coisas cá entre nozes, estão além das palavras. Bem vindo!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mutação natural



Uma dose de analgésico. Para amenizar a dor que lateja quando o corpo já fraco não segue a mente e os ossos vão se descalcificando e se rendendo a certo sedentarismo.
Doente, você supõe. Sim, talvez fosse a hora de admitir que por vezes se cansa, fadiga, que nada é tão perfeito como se costuma pintar para as pessoas ao seu redor.
Pensarias que aceitar uma queda é tão ultrajante, devemos permanecer mesmo que mortos por dentro, com aquela imagem de guerreiro coberta por um bronze refinado a sangue.
Essa estátua que nem se sabe quando foi posta, mas apenas imposta bem antes de nascermos, já carregada por nossos ancestrais é por mim hoje largada.
Cristalizo minhas lembranças, por causa de suas fragilidades, mas também pela beleza que possuem.
Serei quem sabe uma guerreira, mas encontrarei meus fantasmas vez ou outra para poder enfrentá-los e não cobri-los.
Voltarei suja de lama da batalha simplesmente porque além de poses, tenho mãos que se atam e desatam em ações.
Chegarei cantando sonetos de minhas histórias, viverei as canções que tanto me estimulam, tocarei pouco a pouco a vida com ar de aprendiz.
Com medalhas ou não, ressalvo aquela força guardada, que bagunçada em meio ás incertezas e superficialidades, se perde e se confunde.
Você se perguntaria: Pra quê bancar algum heroísmo? Pra quê ser tão forte? Tudo isso não é um porre mesmo que você tenta driblar ou apenas empurrar o suficiente para continuar vivo?
E responderia para si mesmo no afago de um abraço, em um beijo com paixão, em um sorriso terno ou em uma lágrima caída em sua mão. ''É muito mais.''
Sentirias que nesse momento sem mutações, ou quadrinhos seria o herói de si mesmo e de quem você se compartilha. Constantemente se esqueceria de seus poderes mas ainda viveria outro tantos momentos como esses que te lembrariam que se pode ser forte não por glória de majestades mas por encontrar a glória de si.
Chorarias, sorririas, e guardarias esse ensinamento tão secretamente como um medo. Não perceberias imediatamente, erraneamente para o mundo mas o certo para si, estarias vivendo. 


3 comentários:

  1. Às vezes as nossas dores e doenças sao da alma, e nao fisicas.
    Lindo blog!

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  2. Oi, sou Arione. Gostei muito do seu blog. Estou seguindo. Segue o meu?
    http://arionetorres.blogspot.com/
    Um abraço...

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  3. Jamila,
    gostei muito das suas postagens! Vou seguir vc pra passar sempre por aqui. Dá uma olhadinha no meu também, e se gostar...
    Bjo.

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